Blogue coletivo, criado por Luís Graça. Objetivo: ajudar os antigos combatentes a reconstituir o "puzzle" da memória da guerra colonial/guerra do ultramar (e da Guiné, em particular). Iniciado em 2004, é a maior rede social na Net, em português, centrada na experiência pessoal de uma guerra. Como camaradas que são, tratam-se por tu, e gostam de dizer: "O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande". Coeditores: C. Vinhal, E. Magalhães Ribeiro, V. Briote, J. Araújo.
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sábado, 30 de maio de 2026
Guiné 61/74 - P28059: Parabéns a você (2490): Fernando Andrade de Sousa, ex-1.º Cabo Aux. Enfermeiro da CCAÇ 2590/CCAÇ 12 (Bambadinca, 1969/71) e Joaquim Pinto Carvalho, ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 3398/BCAÇ 3852 e da CCAÇ 6 (Buba e Bedanda, 1971/73)
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Nota do editor
Último post da série de 28 de Maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28056: Parabéns a você (2489): António Acílio Azevedo, ex-Cap Mil, CMDT da 1.ª CCAV/BCAV 8320/72 e da CCAÇ 17 (Bula e Binar, 1973/74)
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Guiné 61/74 - P28034: Notas de leitura (1924): "Os Có Boys (Nos Trilhos da Memória)", de Luís da Cruz Ferreira, ex-1º cabo aux enf, 2ª C/BART 6521/72 (Có, 1972/74) - Parte XI: O primeiro ato de enfermagem: tratar um queimado
- enfermeiro (função que ainda exerceu) (pp. 59-100),
- 'barmam' função para a qual estaria, de resto, mais calhado, devido à sua experiência na restauração, antes da tropa) (pp. 100-108);
- e finalmente como professor do Posto Escolar Militar nº 20 (pp. 109 e ss.)
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Luís da Cruz Ferreira, de alcunha "O Beatle" |
(*) Último poste da série > 15 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28022: Notas de leitura (1923): A biografia de um combatente: O que experimentei na guerra da Guiné e como continuo a estudar a sua História (2): III - O que eu sei da guerra que estou a travar e IV - O conhecimento da morte, Missirá devastada, o desafio de lhe dar nova vida (Mário Beja Santos)
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Guiné 61/74 - P28014: Notas de leitura (1922): "Os Có Boys (Nos Trilhos da Memória)", de Luís da Cruz Ferreira, ex-1.º cabo aux enf, 2.ª C/BART 6521/72 (Có, 1972/74) - Parte X: À falta de vaca, avançou o hipopótamo para o rancho
(i) o Luís, de alcunha o "Beatle", empregado de hotelaria e restauração, nascido na Benedita, Alcobaça;
(ii) é mobilizado para a Guiné, indo formar batalhão, o BART 6521/72, no RAL 5, Penafiel (jun / set 1972);
(iii) não tendo sido "repescado" para o CSM, tira a especialidade de 1º cabo aux enf, em Coimbra, no RSS (Regimento de Serviços de Saúde) (jan/mai 1972);
(iv) parte para o CTIG, por via aérea (TAM), em 22/9/1972;
(v) no CIM de Bolama, faz a IAO - Instrução de Aperfeiçoamento Operacional.
(vii) um mês depois, em 25Nov72, assumiria a responsabilidade do subsector de Có, ficando os "periquitos" entregues a si próprios.
(viii) a 2ª C/BART 6521/72 também teve que adotar um nome de guerra, neste caso "Os Có Boys"; a companhia dos "velhinhos", que eles foram render, a CCAÇ 3308, eram os "Jagunços de Có";
Eram muitos mais no nosso tempo, os hipopótamos comuns, hoje serão umas escassas centenas, apesar de protegidos por lei. No Caheu haverá uns 50. Falaremos sobre eles em próximo poste.
(pág,. 81)
É a primeira vez que leio, aqui, que a malta também comia, ocasionalmente, carne de hipopótomo, à falta de carne de vaca.
Pis-Cabalo (em crioulo) ou hipopótamo-comum (Hippopotamus amphibius)... Historicamente a sua carne foi (e em alguns locais ainda é) consumida na Guiné-Bissau, incluindo zonas ribeirinhas da região de Cacheu, sobretudo associada à caça tradicional. Não é uma carne de consumo corrente como a cabra, o porco ou o peixe, que continuam a ser a base proteica da população da região.
Nas zonas dos grandes rios ( Cacheu, Mansoa, Geba, Corubal ) os hipopótamos sempre tiveram uma relação ambígua com as populações locais: animal respeitado ("sagrado", nos Bijagós, na ilha de Orango), por vezes temido, também é fonte ocasional de carne, gordura e couro.
Em tempos de escassez, um único hipopótamo podia alimentar uma tabanca inteira durante vários dias.
Quanto ao sabor, os testemunhos de caçadores, viajantes e populações africanas de várias regiões costumam descrevê-lo assim: (i) carne escura, vermelha, muito densa; (ii) textura firme, entre vaca brava e búfalo; (iii) sabor forte, “selvagem”, mas menos intenso do que o da caça grossa africana; (iv) para alguns, seria uma mistura de vaca e javali; (v) a gordura é apreciada em certos locais, mas pode ter um cheiro intenso; (vi) a carne dos animais mais velhos tende a ser dura, exigindo cozedura longa ou fumagem (em África, muitas vezes é seca ao sol ou fumada para conservação).
Na época colonial, alguns "tugas" consideravam a carne de hipopótamo como “boa para estufados” e “muito nutritiva”, embora não fosse propriamente um produto "gourmet".
Hoje, porém, o consumo está muito mais condicionado, por diversas razões: (i) o hipopótamo está legalmente protegido; (ii) há uma dominuição drática das população (outrora muito abundante na África Ocidental, as populações de hipopótamios da Guiné-Bissau representam atualmente o extremo ocidental da distribuição da espécie); (iii) continua a haver a pressão da caça furtiva; (iv) há cada vez mais riscos sanitários ligados ao consumo de carne selvagem, sob controlo veterinário; (v) os parques naturais, como o dos Tarrafes do Rio Cacheu e o de Orango, tentam preservar a espécie.
Curiosamente, na tradição bijagó, sobretudo em Orango, os hipopótamos têm também uma dimensão simbólica e espiritual muito forte, o que limita ou proíbe a caça em certas comunidades. Já no continente, a relação foi historicamente mais pragmática.
(*) Vd. poste da série > 19 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27749: Notas de leitura (1897): "Os Có Boys (Nos Trilhos da Memória)", de Luís da Cruz Ferreira, ex-1º cabo aux enf, 2ª C/BART 6521/72 (Có, 1972/74) - Parte IX: o batismo de fogo numa das primeiras colunas de Teixeira Pinto - Pelundo - Bissau (Luís Graça)
terça-feira, 12 de maio de 2026
Guiné 61/74 - P28013: Humor de caserna (265): A ronda do sono e as sentinelas... desarmadas (Fernando de Jesus Anciães / Joaquim Pinto de Carvalho, CCAÇ 3398 / BCAÇ 3852, Buba, 1971/73)
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- "Chonar" ( ou "xonar") – Clássico, vindo do calão lisboeta, mas adoptado em todo o lado; era o verbo por excelência para "dormir" (ou "tirar uma sesta", mesmo que fosse só uns minutos entre turnos);
- "Ferrar o galho" – Esta era mais usada para "dormir profundamente", muitas vezes em situações menos formais ou quando se aproveitava um momento de folga;
- "Passar pelas brasas" – Esta tinha um tom mais irónico, como se fosse um ritual de resistência: aguentar o sono a todo o custo, mas acabava por ser o mesmo que "adormecer"; sinónimo: passar pelo sono;
- "Bater a sorna" – Outra pérola! Sorna era o sono, e bater era tirá-lo, mesmo que fosse à pressa: às vezes ouvia-se também "bater uma soneca";
- "Pegar no sono" – Mais literal, mas também muito usada.
- "Dormir a sono solto" – Quando o cansaço era tanto que nem a ronda ou os mosquitos ou os "turras" conseguiam acordar.
- "Ninar" – Usada mais em tom de brincadeira, como se alguém estivesse a embalar-se e a dormecer (ao som de uma cantiga);
- "Dormir como um prego" – Esta era mais específica: dormir em pé, encostado a uma parede ou a um poste, como os soldados faziam nos postos de sentinela (com a G3 ao peito); ter um sonmo profundo; sinónimo: dormir como um anjo;
- "Fazer a sesta do leão" – Para quem conseguia dormir em qualquer lado, como os animais do mato;
- "Estar a sonhar com a terra" – Quando o sono era tão profundo que se sonhava com Portugal, com a família, ou com a comidinha da mamã.
Outras expressões relacionadas com o sono (ou a falta dele):
- "Ficar a olhar para o teto" – Quando não se conseguia dormir, mas se fingia que sim (neste caso, olhar para o céu estrelado, ou para o negrume da floresta à volta);
- "Ficar a contar carneiros" – Quando não se tem sono, ou quando se tem insónias;
- "O sono é o melhor soldado" – Um ditado que se ouvia muito, especialmente nas noites antes de uma operação; sinónimo: passar a noite em branco;
- "A ronda não perdoa" – Para quem era apanhado a "chonar" em serviço.
- "Dormir de olho aberto" – Literalmente, tentava-se, mas não era fácil com o calor, a humidade, os mosquitos, os ruídos da mata;
- "O sono é o único luxo que não se paga" – Uma forma de justificar uns minutos de descanso roubados;
- "O sono é o melhor médico" – Provérbio judaico;
- "O teu mal é sono" – Quando uum gajo andava a bater com a cabeça pelas paredes (ou nas árvores e arbustos, em operações, ou no gajo da frente); sinónimo: bêbedo de sono.
Pinto Carvalho. Foto LG (2010) |
2. E a propósito do sono ( em tempo de guerra), temos hoje mais um contributo do nosso colaborador permanente
Nota do editor LG:
(*) Último poste da série : 7 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P27996: Humor de caserna (264): o 1º cabo corneteiro António Torres (1949-2023), CCAÇ 3398 / BCAÇ 3852 (Buba, 1971/73), no HM 241, sujeito a uma delicada e embaraçosa operação cirúrgica a um varicocelo (Joaquim Pinto de Carvalho)
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Guiné 61/74 - P27996: Humor de caserna (264): o 1º cabo corneteiro António Torres (1949-2023), CCAÇ 3398 / BCAÇ 3852 (Buba, 1971/73), no HM 241, sujeito a uma delicada e embaraçosa operação cirúrgica a um varicocelo (Joaquim Pinto de Carvalho)
Notícia necrológica: António Rodrigues Meira Torres (1949-2023). In: "Voz de Antas", diretor/editor: Pe. M. Brito Ferreira, Antas, Esposende, março-abril 2023, nº 314, 3ªISSN 2182 - 474, pág, 4,
1. O António Torres foi 1º cabo corneteiro, nº 14327070, CCAC 3398 / BCAÇ 3852 (Buba, 1971/73). Nasceu em S. Paio de Antas, Esposende, em 1949. Era o quarto de 8 irmãos. Fez parte da banda de música de Antas, onde, durante oito nos, tocou clarinete. Tembém tocava viola. Na tropa foi corneteiro. Foi mobilizado para a Guiné, integrando a CCAÇ 3398 / BCAÇ 3852, "Os Incendiártios" (Buba, 1971/74). Depois da peluda esteve um ano em França e dez na Venezuela onde exerceu a sua profissãod de carpinteiro. No regresso a Portugal, foi viver para Fão, Esposende. Morreu em 2023. Está sepultado na sua terra natal.
O António Torres é o protagonista desta história pícara que ele transmitiu, oralmente, ainda em vida ao Joaquim Pinto Carvalho e que este adaptou livremente, publicando-a na brochura "A 'chama' que nos chamou: um contributo para a história da CCAÇ 3398, 'Os Incendiários', Buba, Guiné (1971-1973), na comemoração do seu cinquentenário" (ed. de autor, s/l, 2021, 88 pp.). (O livro foi lançado no Cadaval, em 18/9/2021, no âmbito do XXV convívio anual da CCAÇ 3398, comemorativo dos 50 anos da constituição da subunidade.)
A história das nossas unidades devia/deve ser também um apanhado das "pequenas histórias" de cada um dos militiares que as integraram, nomedamente no TO da Guiné. Esta, com o seu quê de brejeiro bem nortenho, passa-se com o 1º cabo corneteiro António Torres que teve se ser operado de urgência, no HM 241, em Bissau, por causa de um varicocele (ou varicocelo (=tumor formado pela dilatação varicosa das veias do cordão espermático, segundo o dicionário Priberam, e que pode ser causa de infertilidade masculina).
É também uma homenagem, do autor e do nosso blogue, a este camarada que faleceu por doença em 2023, e que era presença regular nos convívios dos "incendiários de Buba". Repare-se na elegância e subtileza com que a cena é reconstituída e descrita pelo nosso Joaquim António Pinto de Carvalho (JAPC), prova de que não é preciso usar o palavrão de caserna, isto é, "ser ordinário", para pôr o leitor a rir ou a sorrir.
Nem, de resto, ficava bem a um membro da "nobreza" tabanqueira: afinal, o JAPC é o nosso "Duque do Cadaval", e o régulo da distinta, seleta e algo misteriosa Tabanca do Atira-te ao Mar (...E Não Tenhas Medo).
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quarta-feira, 6 de maio de 2026
Guiné 61/74 - P27992: Humor de caserna (263): O anedotário da Spinolândia - Parte XXXIII: Os cocos do Sr. Gouveia (leia-se, da CUF)... Uma cena tão divertida quanto edificante, passada na IAO, em Bolama (Joaquim Pinto Carvalho, ex-alf mil at inf, CCAÇ 3398, Buba, 1971/73)
Pinto Carvalho. Foto LG (2010 |
- foi deputado republicano, entre 1911 e 1915;
- era um típico "africanista" do Séc. XIX que se instalara em Bolama justamente em 1879;
- devia ter nascido por volta de 1850;
- em Bolama, capital da província, criara a maior empresa daquela colónia africana, a Casa Gouveia;
- mais tarde, em 1921, a Casa Gouveia é adquirida pela CUF - Companhia União Fabril, que passou a ser o sócio mairitário;
- em 1961, passaria a sociedade anónima, por ações.


(*) Último poste da série > 6 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P27991: Humor de caserna (262): O poeta Bocage (que foi oficial da marinha de guerra) e o Café Nicola, no Rossio, em Lisboa
(**) Vd. poste de 10 de outubro de 2010 > Guiné 63/74 - P7109: Historiografia da presença portuguesa em África (38): António da Silva Gouveia, fundador da Casa Gouveia, republicano, representante da colónia na Câmara dos Deputados, na 1ª legislatura (1911-1915) (Parte II) (Carlos Cordeiro)
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Guiné 61/74 - P27947: Convívios (1062): XXX Convívio da CCAÇ 3398, dia 9 de Maio de 2026, em Águeda (Joaquim Pinto Carvalho, ex-Alf Mil Inf)
Nota do editor
Último post da série de 19 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27931: Convívios (1061): XXVII Encontro-Convívio da CCAÇ 4150/73, dia 10 de Maio de 2026, na Mealhada (Albano Costa, ex-1.º Cabo At Inf)
domingo, 29 de março de 2026
Guiné 61/74 - P27869: Fotos à procura de...uma legenda (202): No Dia Mundial da Poesia e da Árvore (Joaquim Pinto de Carvalho, régulo da Tabanca do Atira-te ao Mar)
Lourinhã > Atalaia > Porto das Barcas > Tabanca do Atira-te ao Mar > 21 de março de 2026 > > Escreveu o fotógrafo (e poeta) Joaquim Pinto Carvalho, régulo da Tabanca do Atira-Te ao Mar e nosso colaborador permanente (para as questões jurídicas): "Dia Mundial da Poesia e da Árvore: poesia suprema: nenmhum poeta é capaz deste poema". Assinado: JAPCarvalho.
1. Belíssima (e feliz) imagem, Joaquim, daquelas que nos fazem ficar em silêncio, por um instante, suspensos sobre o mundo, as suas misérias e grandezas... (Tirada a 50 metros da arriba, do terraço da tua casa./
A fotografia com que celebraste o teu/nosso on Dia Mundial da Poesia e da Árvore (!) tem vários elementos ou signos que são quase “versos” visuais:
(ii) o reflexo vertical na água (quase como uma coluna de luz, um eixo estruturante da vida e do mundo);
(iii) a árvore seca (ou, pelo menos, despida) recortada, quase humana, como uma figura solitária que observa o contraste entre vida/luz e morte/esqueleto (uma sentinela que foi morta mas que teima em permanecer de pé no seu posto)...
Joaquim, isto não é só registo, "instantâneo", tecnologia!.. Há interpretação, há escolha, há ação, há silêncio... E logo por ti, que és um místico, um poeta, um músico, um coralista, um artista... Por isso, estar aqui discutir onde acaba a fotografia e começa a poesia, é discutir o sexo dos anjos.
“Poesia suprema: nenhum poeta é capaz deste poema”... Suprema legenda, mas também saudavelmente provocadora. Estás a dizer: a natureza faz o poema que o homem não consegue escrever.
2. Deixemos, Joaquim, aos nossos leitores o desafio (e o privilégio) de legendar a tua foto ou completar a tua legenda... Obrigado pela tua dádiva... Que bela prenda neste Dia da Poesia e da Árvore!
No entanto. eu gostaria de a "contextualizar": não é uma fotografia qualquer, igual a milhares de outras sobre o pôr do sol tiradas do alto de uma arriba; não, esse sítio é um " lugar com alma", a Tabanca do Atira-te ao Mar...
É uma das nossas "geografias emocionais", um lugar que tem tudo o que faz memória, como na nossa Guiné : refúgio, emoção, partilha, "medo lá fora e vida cá dentro"...
Na Tabanca do Atira-te ao Mar, aprendemos juntos que o mundo podia fechar as portas, as janelas, os portos, os aeroportos, as fronteiras... Podia confinar-nos mas não á nossa amizade e á nossa camaradagem...
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Último poste da série > 18 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27832: Fotos à procura de... uma legenda (201): um falso Vhils em Évora, património mundial da humanidade ?
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Guiné 61/74 - P27749: Notas de leitura (1897): "Os Có Boys (Nos Trilhos da Memória)", de Luís da Cruz Ferreira, ex-1º cabo aux enf, 2ª C/BART 6521/72 (Có, 1972/74) - Parte IX: o batismo de fogo numa das primeiras colunas de Teixeira Pinto - Pelundo - Bissau (Luís Graça)
(i) o Luís, de alcunha o "Beatle", empregado de hotelaria e restauração, nascido na Benedita, Alcobaça;
(ii) é mobilizado para a Guiné, indo formar batalhão, o BART 6521/72, no RAL 5, Penafiel (jun / set 1972);
(iii) não tendo sido "repescado" para o CSM, tira a especialidade de 1º cabo auxiliar de enfermeiro, em Coimbra, no RSS (Regimento de Serviços de Saúde) (jan/mai 1972);
(iv) parte para o CTIG, por via aérea (TAM), em 22/9/1972;
(v) no CIM de Bolama, faz a IAO - Instrução de Aperfeiçoamento Operacional.
(vii) um mês depois, em 25Nov72, assumiria a responsabilidade do subsector de Có, ficando os "periquitos" entregues a si próprios.
(viii) a 2ª C/BART 6521/72 também teve que adotar um nome de guerra, neste caso "Os Có Boys"; a companhia dos "velhinhos", que eles foram render, a CCAÇ 3308, eram os "Jagunços de Có" ( o nome não poderia sugerido pela personagem da novela brasileira Roque Santeiro, uma vez que esta só foi produzida pela TV Globo em 1985 e exibida em Portugal, na RTP1, entre outubro de 1987 e agosto de 1988).

pp. 73-77 (**)
(*) Último poste da série > 16 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27738: Notas de leitura (1896): "Amílcar Cabral O Africano que Abalou o Império", por José Alvarez, Âncora Editora, 2025 (2) (Mário Beja Santos)











































